terça-feira, 23 de julho de 2019

O ataque marítimo a Lisboa e o fim do poder naval miguelista



Em 1831, uma esquadra francesa, comandada pelo almirante Albin Roussin (1781-1854), entra no Tejo e ataca Lisboa. 

Diz pretender libertar presos franceses que estavam detidos em São Julião da Barra e liquidam parte significativa da nossa esquadra de guerra, antes de imporem um humilhante tratado de 14 de julho. 



É a primeira e última vez que uma potência europeia trata de quebrar o mito da impenetrabilidade do garrafão do estuário do Tejo, assim se liquidando a hipóteses de um poder marítimo para o governo miguelista.


Por cá, atinge-se a loucura do terrorismo de Estado, com caceteiros de rua, beatos intelectuais e vingativos magistrados, impulsionados pela ala governativa do conde de Basto (1749-1833), enquanto os pedristas conseguem um empréstimo de dois milhões de libras junto do banqueiro Jacques Ardoin (1779-1854), de Paris. 

Entramos, definitivamente, no jogo da grande balança mundial do poder e nos balanços da hierarquia europeia das potências.

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