
Em 1831, uma esquadra francesa, comandada pelo almirante Albin Roussin (1781-1854), entra no Tejo e ataca Lisboa.
Diz pretender libertar presos franceses que estavam detidos em São Julião da Barra e liquidam parte significativa da nossa esquadra de guerra, antes de imporem um humilhante tratado de 14 de julho.
Por cá, atinge-se a loucura do terrorismo de Estado, com caceteiros de rua, beatos intelectuais e
vingativos magistrados, impulsionados pela ala governativa do conde de Basto
(1749-1833), enquanto os pedristas
conseguem um empréstimo de dois milhões de libras junto do banqueiro Jacques
Ardoin (1779-1854), de Paris.
Entramos, definitivamente, no jogo da grande balança mundial
do poder e nos balanços da hierarquia europeia das potências.